Monark diante da esquerda: liberdade, responsabilidade e o difícil direito de mudar
Assistir a uma conversa entre Breno Altman e Bruno Aiub, o Monark, provoca em mim uma sensação que considero politicamente saudável: desconforto. Não porque o diálogo necessariamente modifique aquilo que penso sobre as declarações que tornaram Monark uma das figuras mais controversas da internet brasileira, mas porque me obriga a enfrentar uma pergunta que frequentemente evitamos: o que fazemos, democraticamente, com quem defende ideias que julgamos profundamente equivocadas? Há algo simbolicamente interessante no próprio encontro. De um lado, Breno Altman, jornalista identificado com a esquerda, acostumado a entrevistar intelectuais, militantes e personagens da política nacional e internacional. Do outro, Monark, personagem surgido da cultura digital, fundador do Flow Podcast e transformado, especialmente depois de 2022, em símbolo de uma determinada concepção quase absoluta da liberdade de expressão. Não me interessa transformar Monark nem em mártir nem em monstro. Essa t...